sexta-feira, 25 de novembro de 2016

PEIXE FAZ CIRURGIA PARA RETIRADA DE TUMOR EM UBATUBA...............

Cirurgia durou cerca de 20 minutos e o peixe precisou de quatro pontos (Foto: Divulgação/Clínica VidaVet)


O animal de quatro anos é macho e tem cerca de seis centímetros.
Cirurgia durou cerca de 20 minutos e o animal levou quatro pontos.

Camilla MottaDo G1 Vale do Paraíba e Região
Um peixe da espécie Kinguio Oranda passou por uma cirurgia para retirada de um tumor no crânio em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo. A cirurgia foi no último dia 7 e o animal já se recuperou da doença.

O peixe, que tem quatro anos, é macho, tem cerca de seis centímetros e pesa 48 gramas. Ele foi comprado pelo dono Jorge Roberto de Souza, que é apaixonado por peixes e tem um criadouro.
"Vi há cerca de um ano que apareceu o tumor, mas não tinha afetado em nada aparentemente. Depois começou a crescer e ficou até mais difícil para ele nadar. Então, procurei o veterinário para ver se era possível fazer a cirurgia", contou o criador.



O dono conta que ao perceber o tumor, não pensou duas vezes antes de tentar salvar o animal. Atualmente, ele têm mais de mil peixes, de espécies como carpas coloridas, Kinguio e bettas.
"Eu tenho um xodó por todos meus peixes e esse também é muito especial. Alguns já morreram sem chance de salvar, esse que eu tinha chance, eu queria proporcionar essa qualidade de vida para ele", disse.
Cirurgia durou cerca de 20 minutos e o peixe
precisou de pontos (Foto: Arquivo / Clínica VidaVet)
A cirurgia durou cerca de 20 minutos e o peixe levou quatro pontos após o procedimento. O veterinário especializado em animais silvestes que fez a cirurgia, Marcelo Bocardo, afirma que é raro cirurgia em peixe no Brasil.
"Aqui é muito raro fazer uma cirurgia em peixe, essa é a minha primeira. Na Espanha é muito comum, lá eles fazem com anestésico na água, eu coloquei na guelra [aparelho respiratório]", afirmou Bocardo.
O veterinário contou ainda que o tumor tinha meio centímetro e que os pontos já caíram. O animal está saudável e sendo acompanhado.
"Quando o Jorge me procurou, o peixe já estava condenado, com dificuldade de nadar. Essa espécie vive até os 16 anos, mas é comum a espécie desenvolver tumor e o peixe morrer bem antes. Mandamos o tumor para análise para ver se é benigno ou maligno", completou.

 

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