Gruta do Pirata 2
A trilha se inicia na Praia da Ribeira, localizada ao lado do Pier do Saco da Ribeira, e é o mesmo 
caminho para a Praia das 7 Fontes, passando pela Praia do Flamengo. A partir do canto esquerdo
 da Praia das 7 Fontes, inicia-se o trecho final, e verdadeiramente trilha para a Gruta do Pirata,
 gastando a partir deste ponto cerca de 40 minutos, até o início da costeira para a gruta.


Sendo de nível moderado/difícil por dentro da Mata Atlântica, a trilha requer uma guia de 
ecoturismo, e partindo da Praia das 7 Fontes, é uma subida íngreme e curta, e em poucos
 minutos de caminhada, temos um ponto estratégico para uma foto da praia, sendo um
 percurso bem aberto até as caixas d´água de captação da água diretamente grutaada serra
 (cerca de 15 minutos). Continuando a trilha, passa-se por algumas árvores centenárias,
 pontos de água, muitas raízes, algumas árvores caídas, cipós (inclusive no chão), e é 
preciso atenção para não torcer o tornozelo ou enroscar os pés. Em alguns lugares o caminho
 fica estreito e beira as encostas que estão cobertas de vegetação o que exige bastante cuidado.
 Uma recomendação importante é a utilização de calça e camisa de manga comprida, pois a 
trilha apresenta vegetação com capim navalha e é inevitável cortes e arranhões.
Após 35 minutos inicia-se a descida à direita e no final da trilha (um lugar muito alto por sinal),
 temos a nossa frente, um visual impressionante de formação rochosa trincada (uma falésia), 
causada provavelmente pela ação do vento e do mar, e é marcante o visual e o som das ondas 
batendo nas pedras, sendo a parte de descida da costeira, realizada sustentada por cordas.
Estando o mar a sua frente, no canto direito deste paredão rochoso, teremos a entrada da
 Gruta do Pirata, porém ainda é preciso contornar a costeira, com cuidado pois é muito 
escorregadio, e com a maré alta ou em ressaca não é recomendado fazê-lo.
A entrada da gruta é uma enorme fenda no paredão que fica timidamente escondida, mas
 impressiona pelo tamanho das duas galerias internas, e com o auxílio de lanternas é possível 
explorar o local e se deixar levar pela imaginação das estórias contadas de escravos escondidos,
 prisioneiros fugitivos e até de tesouro que piratas e corsários teriam guardado nela.