quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Aplicativo de celular permite reconhecer espécies de tartarugas


Com acesso rápido através de uma interface amigável e intuitiva, você poderá a partir de agora identificar as espécies de tartaruga marinha. O Pic4Turtle (www.pic4turtle.com) é um aplicativo que permite a qualquer pessoa enviar fotos e saber informações sobre as 8 espécies desses animais ameaçados de extinção em todo o mundo. Criado para as plataformas IOS (Apple) e Android, o app traz diversas funcionalidades e pode ser baixado gratuitamente.



“Além de registrar fotos de tartarugas, como uma forma de engajar mais aliados em torno de uma causa viva, o aplicativo permite ao cidadão encontrar unidades de conservação por proximidade. Já são 364 usuários ativos e 22 organizações de diferentes países que estão conectados à plataforma, e que já enviaram 166 fotos de 6 espécies diferentes”, informa Vinicius Leandro Soares, estudante finalista do curso de Oceanografia e colaborador da startup Pic4Turtle, que segue atrás de usuários e parceiros para aprimorar cada vez mais o aplicativo.
Por enquanto, em três meses de lançamento, o grau de acerto do sistema automático de reconhecimento das espécies por fotografias é de aproximadamente 86%, porém a identificação automática depende de uma série de fatores como posição da tartaruga na foto, estágio de vida do indivíduo (filhotes de diferentes espécies podem ser bem semelhantes entre si), qualidade do registro fotográfico, etc.
A geolocalização permite que o usuário navegue por todo o planeta e conheça os registros realizados por outros usuários em diversas praias do mundo. “É uma ferramenta tanto para quem já está envolvido na causa, como para quem está iniciando o contato com o mundo das tartarugas marinhas. Com uma foto, as pessoas recebem informações sobre as espécies e encaminham dados possivelmente relevantes para os pesquisadores” explica Ana Cláudia Marcondes, oceanógrafa do Projeto Tamar.
“O grande diferencial deste aplicativo é o potencial de sensibilização e educação ambiental”, diz o coordenador do Centro Tamar/ICMBio no Espírito Santo, Joca Thomé. “As fotos podem ter comentários e todo mundo se comunica sobre as tartarugas marinhas, isso é muito positivo para a conservação”, afirma.
Fonte/foto: Assessoria Projeto Tamar

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